O arquiteto, produtor, músico e compositor Gui Boratto nasceu em São Paulo e já tem no currículo 3 álbuns lançados pelo selo alemão Kompakt, um dos mais respeitados do cenário mundial eletrônico. Produz tech-house vibrante e sofisticado que já agitou uma lista grande de pistas de clubs e festivais pelo planeta. Boratto é um dos poucos artistas que já remixou artistas como Pet Shop Boys, Moby, Goldfrapp, Simian Mobile Disco, Bomb The Bass e Massive Attack.
Um dos destaques nacionais do Sónar São Paulo, Gui tambem respondeu as 5 perguntas do Chico Dub, da organização artística do festival.
CD: O que ainda falta alcançar na sua tão prestigiada carreira? Aonde você sonha em chegar?
GB: “Não falta especificamente nada. Apenas faço minha música. Fico feliz por tanto reconhecimento e realizações alcançadas”.
CD: Outro dia, um colunista escreveu um artigo defendendo o argumento que música eletrônica não era música, e sim, apenas barulho. Você acha que esse tipo de preconceito ainda acontece no Brasil ou felizmente foi apenas um fato isolado?
GB: “Nem em 2012, nem nunca. Espero que tenha sido um fato isolado. Me admira um jornalista expor uma opinião tão equivocada.”
CD: Muita gente não sabe, mas música e arquitetura tem tudo a ver. Como você utiliza seus conhecimentos de arquitetura na hora em que está em estúdio produzindo suas faixas?
GB: “Como já disse inúmeras vezes, acho que as duas áreas da arte se misturam em muito – arquitetura e música. Falando de arquitetura, acho que "imagino" espaços entre cheio e vazio, estruturas e intervalos. Por isso, a música, que é algo que não se enxerga, mas pode ser imaginada. Isso acaba sendo aplicado naturalmente. Bem difícil explicar em palavras.”
CD: Em termos de set-up, entre hardwares, softwares e outras máquinas, como funciona a dinâmica de sua apresentação ao vivo? E como será seu live no Sónar São Paulo? O público pode esperar algo de especial?
GB: “Depende muito de apresentação pra apresentação. Normalmente uso um computador, Lemur, controladores, interface de audio etc. Já fiz no formato banda, estou atualmente usando visuais, que são basicamente 10 colunas de led sincronizadas com o audio que eu mando pro P.A. Como ganhei um Reactable já há algum tempo, e já que estamos falando de Sónar, pretendo usá-lo também. Na verdade, só na hora mesmo devo saber com quais maquininhas vou usar. Depende do palco, estrutura, etc. Mas o pessoal pode esperar algo especial sim!”
CD: O que te chamou mais a atenção no line-up do Sónar São Paulo? O que você está mais interessado em assistir?
GB: “O b2b de Marky e Patife. Acho que vai ser histórico! Estou muito a fim de ver os dois juntos.”
Gui Boratto se apresenta no dia 11 de Maio no SonarClub as 4:00h.
Para ingressos e mais informações visite o site www.sonarsaopaulo.com.br