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22 JUNHO 2012
Ecologia também é preocupação de clubes e festivais
Autor: Jade Gola
Fonte: Site Burn


A dance music e seu cenário de clubes, raves e festivais é um mundo de cultura e escapismo, onde beats e festas fazem com que seus entusiastas fujam das preocupações mundanas por puro prazer e diversão. Mas algumas questões atuais da sociedade não podem ser ignoradas, e a preocupação ambiental é uma delas. Ainda mais porque a Cidade Maravilhosa está recebendo a grandiosa Rio+20, série de tratados, conferências e palestras que celebram os 20 anos da Eco92.

A Europa é a terra com as maiores iniciativas sustentáveis no mundo da música eletrônica, mas aqui no Brasil temos bons exemplos, como o festival SWU, que traz em seu nome StartsWithU a consciência individual de que um mundo melhor começa com as pequenas atitudes cotidianas. Em 2012 o evento de rock, pop e dance music chegará em novembro à sua 3ª edição propondo música com palestras e mensagens ambientais.

Na Alemanha o Melt!, que é um dos festivais mais importantes da Europa. E se ele não tem a "cara" sustentável como o SWU, ele é mais enfático ao delimitar o número de viagens de trem e ônibus para a região de Ferropolis, onde rola o evento. É uma maneira que os organizadores do festival encontraram de forçar os frequentadores a realizarem menos viagens - e menos emissões - para chegar ao evento. Fato similar se deu no Rock in Rio 2011, quando só táxis, ônibus e vans credenciadas chegavam à Cidade do Rock, para que não houvesse uma invasão de carros particulares (e maiores emissões de carbono).

Ainda na Alemanha, a capital Berlim já é muito famosa por suas manadas de bicicletas, opções concretas ao carro em uma metrópole já abonada com muitas linhas de trens e metrô. É uma das capitais ecológicas do mundo, e também do universo eletrônico. Unindo esses dois fatores, em 2010 o famoso Bar 25 ajudou a organizar de dia, em um parque, a "Fahrrad Disko" (algo como Bike Disco), em que ciclistas tinham que pedalar para gerar a energia necessária para alimentar as caixas de som, de onde saía boa música para o povo dançar. Veja como foi.



Mas a iniciativa clubber sustentável mais efetiva - e futurística - veio de Roterdã. O clube Watt, hoje já fechado, serviu de espaço para o experimento "Sustainable Dance Club". Trata-se de uma pista de dança iluminada e transparente, apoiada em pistões. Com o movimento das pessoas dançando, a energia mecânica gerada é transmitida para um gerador central, num ciclo positivo de aproveitamento e geração de energia dentro do próprio clube. A umidade do povo animado dançando e suando também ajuda a gerar energia para a refrigeração da casa. Se o Watt não existe mais como o clube, o Sustainable Dance Club continuou como uma associação que tenta emplacar a ideia mundo afora, e inclusive estará presente na festa de abertura das Olimpíadas de Londres-2012.




Se você quer fazer parte desse ciclo sustentável quando for sair, algumas medidas são positivas: divida um táxi com seus amigos, vá de bike ou a pé. Peça para o garçom usar seu copo como refil várias vezes, não desperdice e jogue o lixo no lixo. As iniciativas do dia a dia de fato mudam o mundo.



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