Os DJs cariocas Felipe Lozinsky, 26 anos, e Gustavo Rozenthal, 30 anos, formam a dupla de música eletrônica Felguk, responsável por remixar o single “Celebration” da cantora Madonna. Além da diva pop, eles já remixaram faixas para David Guetta, Black Eyed Peas entre outros.
Atualmente, eles figuram nos principais line ups do Brasil e do exterior, e este ano, eles também foram uma das atrações do RMC. Neste segundo semestre, Fel e Guk se apresentarão no festival Tomorrowland, um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, que ocorre na Bélgica anualmente, e também de planejam uma turnê pela Europa neste período.
Em entrevista à RMC, Felguk fala sobre a carreira, turnê, influências musicais e novidades para 2012.
Confira abaixo a entrevista concedida à redação da RMC
RMC - Como vocês se conheceram? Desde quando trabalham juntos?
Guk - Eu trabalhava em uma produtora de áudio, a gente fazia comerciais para TV e rádio, e o Felipe entrou lá pra ser meu estagiário. Começamos a fazer música juntos a partir daí, isso foi em 2007.
RMC - Como começou a ligação de vocês com a música?
Fel - Desde pequenos gostamos bastante de música em geral, nós dois começamos a frequentar clubes e raves um pouco cedo.
RMC - Quais são suas principais influências musicais?
Guk - A gente tem uma influência muito forte do rock, estilo que nós dois sempre gostamos na vida. Isso vai desde Beatles até System Of A Down. Na música eletrônica tem muito de Justice, Wolfang Gartner, Knife Party...
RMC - Qual foi o fato mais marcante na carreira do Felguk?
Fel - Difícil escolher um só, mas acho que ter nossa “2nite” escolhida como música tema do Electric Daisy Carnival, nos EUA, e tocar lá, foi fantástico.
RMC - No 2º semestre deste ano, vocês tocarão no Tomorrowland, um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, e farão também uma turnê pela Europa. Me contem um pouco sobre essas novidades.
Guk - Este ano, começamos a tocar de maneira mais consistente na Europa. Fizemos uma turnê no Reino Unido no 1º semestre e faremos outra turnê europeia na época do Tomorrowland. É muito bom tocar num lugar onde você sente que é novidade, e ainda por cima tem o “plus” de tocar num dos mais cobiçados festivais do mundo. Sabemos que vai uma galera do Brasil nos prestigiar no festival, além disso, acabamos de fazer uma música em colaboração com o Yves V, que é um cara bem influente no festival, que lançaremos lá.
RMC - Além da turnê e da nova música, há mais alguma novidade para este ano?
Fel - Estamos preparando umas coisas bem legais para 2012 ainda, temos uma track para lançarmos em colaboração com o Infected Mushroom e mais umas prováveis surpresinhas por aí.
RMC - Vocês têm o selo Dongle Records. Como é administrar a carreira artística com a parte “business”?
Guk - Na verdade a Dongle, atualmente, lança apenas as nossas produções, o que torna as coisas não tão complicadas. Estamos estudando as melhores maneiras para começar a lançarmos mais artistas.
RMC - Atualmente, como vocês analisam o cenário da música eletrônica no Brasil?
Fel - Achamos que o Brasil é um país em franca expansão, quando se trata de música eletrônica. Existem vários DJs internacionais que fazem sua carreira praticamente só aqui. Apesar disso, existem países onde a cena é bem mais profissional, como nos Estados Unidos.
RMC - Querem deixar uma mensagem aos fãs?
Guk - Não existem mainstream, underground, música com vocal, instrumental, electro, dubstep ou qualquer outro rótulo. Só existe música.