Ouça ao vivo!

24 JUNHO 2010
As novas velhas mídias.
Autor: Flavinha Campos
Fonte: Skolbeats


Muitas pessoas das novas gerações consideram o CD ultrapassado e o disco de vinil, então, pré-histórico! Mas quem viveu o apogeu da música em formato analógico não se esquece de seu som gordo e rico. Em busca da pureza e qualidade, muitos abraçaram a febre de revival do vinil, que está em alta no mundo todo.

O CD também é uma mídia que, apesar de digital, detém uma qualidade de som maior que a dos populares MP3, que circulam pelos players da molecada. O Compact-Disc não chegou a ser extinto, como os LPs foram durante as últimas 2 décadas, porém o formato digital originário dos anos 80 também perdeu a força e valor nas vendas de música, seguindo o mesmo caminho de seu antecessor analógico de plástico preto.

2 em 1

Natural de Chicago, Jeff Mills começou sua carreira como DJ ainda nos anos 80, sendo um dos pioneiros do techno. Naquela época, os disquei jóqueis tocavam seus sets com discos de vinil, só muito depois (no final dos anos 90), que a comunidade da discotecagem começou a adotar o formato digital, quando empresas como a Pioneer lançaram aparelhagens de CD-J, com recursos para os DJs.

Jeff Mills lançou seu mais recente single, "The Occurrence", unindo vinil e CD, duas mídias old-school (assim como ele próprio) em um só disco. CD de um lado e vinil de 5" do outro, este disco híbrido une os formatos analógico e digital em uma só mídia. "The Occurrence" faz parte da coleção Sleeper Wakes, na qual Mills explora novos sons e maneiras únicas de apresentá-los.

Caixinha de música 2.0?!

Mas se os discos de vinil e os CDs são coisas do passado, o que se diria das caixinhas de CDs. Unindo este objeto, que para muitos é completamente inútil (já que diversas pessoas guardam seus discos em pastas), à tecnologia composta por chips, transistors e bateria, o maestro do chiptunes Tristan Perich criou sua obra, “1-Bit Symphony”.

O membro do renomado grupo de circuit bending Loud Objects, de Nova York, é um músico da nova era. Ele utilizou uma simples caixinha de CD para provar que um álbum de música não é apenas uma gravação - é um objeto funcional com desempenho auto-contido que se manifesta diante de seus olhos e ouvidos. “1-Bit Symphony” utiliza a computação física para redefinir completamente o processo de produção e partilha de composições musicais.

Utilizando o mínimo de materiais possível, Perich construiu uma orquestra inteira de 1-bit composta por instrumentos eletrônicos e espremeu tudo dentro de uma caixa de plástico. Não é preciso nenhum tipo de player para ouvir o trabalho, basta plugar seu fone ou alto-falante na saída e apertar o botão de play. O álbum toca sozinho, literalmente, rearranjando as melodias e instrumentos ao vivo.

“1-Bit Symphony” é mais que um simples álbum, é uma apresentação, ao vivo, de uma orquestra inteira, que cabe dentro de uma caixinha de CD. Veja com seus próprios olhos AQUI.

 



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