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24 JUNHO 2010
A cena dance sul-africana.
Autor: Flavinha Campos
Fonte: Skolbeats


A África do Sul está longe de ser considerada a capital mundial da dance music, mas de tantos em tantos aparece algum artista daquele país que estoura nos dancefloors. Quem não se lembra do DJ Mujava, que despontou em 2008 com o hit "Township Funk", lançado pela legendária Warp Records. Nascido na cidade pretória de Attridgeville, ele se autopromoveu distribuindo seus CDs nos taxis locais e se transformando em um fenômeno do dance sul-africano. O hit foi tocado por grandes nomes da cena mundial, como Pete Tong e Gilles Peterson, da rádio BBC 6 de Londres.

Preciosidades da Copa

Como já era de se esperar, com a Copa do Mundo, surgiram novos destaques na cena sul-africana. Um exemplo é o DJ Sbu http://djsbuonline.co.za, que sampleou o som das vuvuzelas em seu hit da house "Vuvuzela Bafana".

O sucesso local de Sbu não vem de hoje, em 2007, ele venceu o prêmio de melhor canção do South African Music Awards e também apresenta programas de rádio nas Gauteng YFM e Ukhozi FM. Porém só com o advento da Copa e o sucesso “vuvuzelante” que o DJ Sbu ganhou destaque internacional e virou sensação no YouTube.

Já que todo mundo está fazendo uma canção não oficial para a Copa, nada mais justo do que um artista sul-africano tentar emplacar seu hit para o mundial de futebol nas paradas de sucesso. Esse é o caso de Lungelo, um artista de Johanesburgo que canta hip hop, R&B e house e tenta fazer seu nome com o tema para o evento, "Let the Game Begin". Segundo seu amigo Sbu, essa é a canção que os sul-africanos vão evocar cada vez que a Bafana Bafana balançar a rede.

Trance-land

 

O que já se tem notícia há muito tempo é que a cena psy sul-africana bomba, principalmente na Cidade do Cabo. De lá saíram muitos artistas de renome como Protoculture, Headroom e Rinkadink, por exemplo. A cidade também é sede do selo Nano Records, que tem grande reconhecimento internacional.

Existe até um estilo desenvolvido na África do Sul, que se transformou em sub-vertente batizada de SA trance ou twilight psy, que é mais dark do que o psy convencional, mas diferentemente do dark russo ou alemão, o estilo sul-africano é mais rítmico e utiliza mais percussões, carregando grande influência de full on e tribal.

A cena trance emergiu por lá no final dos anos 90, mas artistas como Artifakt, Damage, Phyx, Rabdom L, Rinkadink, Shift e Xatrik só surgiram no início dos 2000. Nos arredores e praias da Cidade do Cabo, rolam diversas raves e festivais, que se aproveitam da beleza natural do local durante o verão. Um dos maiores núcleos da região é o Alien Safari, que promove eventos há mais de 14 anos.

Porém o trance não é exclusividade da Cidade do Cabo. Johanesburgo também possuiu uma cena ativa com várias baladas, mas nem tantos artistas locais, Prova disso é a festa Lockdown IV, promovida pelo Disaster Peace Records, que rola neste final de semana nos arredores da capital sul-africana com line-up composto por artistas do selo, que, na maioria, são da Cidade do Cabo.



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