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20 JANEIRO 2011
Música ilegal?
Autor: Vivian Silva
Fonte: Rio Music Conference


Segundo um relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), publicado nesta quinta-feira (20), em Londres, 95 % dos downloads de música feitos na internet são ilegais, o que dá uma ideia do "grande desafio" enfrentado pela indústria, principalmente em países como a Espanha, que tem um dos maiores índices de pirataria digital.

A renda gerada pelos downloads legais de música se multiplicou por 10 nos últimos sete anos, mas o mercado musical perdeu quase um terço de seu valor como resultado da pirataria digital, segundo o relatório.

"Esta é uma crise que afeta não apenas uma indústria, mas também artistas, músicos, o emprego, os consumidores e o setor criativo de maneira geral", afirma Frances Moore, diretora executiva da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

Apesar de tudo, o setor digital - que representa 29% do negócio musical no mundo - gerou US$ 4,6 bilhões, em 2010, um aumento de 1000% em relação aos US$ 420 milhões registrados em 2004.

No mesmo período, por outro lado, o valor do negócio musical caiu 31%. Embora não disponha ainda de dados definitivos para 2010, a IFPI estima que esta queda tenha ficado entre 8 e 9% em relação aos US$ 17,3 bilhões, em 2009.

A baixa teve "um efeito demolidor no emprego", diz Moore, apontando que a Europa pode perder até 1,2 milhão de postos de trabalho na indústria criativa por causa da pirataria, o que representa cerca de 10% da força de trabalho do continente, estimada em 14 milhões.

Apesar disso, a IFPI - que reúne 1.400 companhias fonográficas em 66 países - destaca avanços na conscientização dos governos sobre a necessidade de combater este fenômeno global em conjunto com as indústrias afetadas e os provedores de acesso à internet (IPS).

"Os governos começaram a se dar conta de que isto é motivo de desemprego, e que não é apenas um problema da indústria musical", acredita Max Hole, diretor executivo da Universal Music. "É preciso haver uma associação. É difícil colocar isto em movimento, mas ela já começou a rodar”.



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