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08 ABRIL 2011
Cinco produtores pioneiros do eletrônico
Autor: Flavinha Campos
Fonte: Portal Skol Beats


Antes de Tiesto, Armin van Buuren e David Guetta serem considerados os mestres do gênero, pioneiros da música eletrônica escreviam história e desenvolviam um estilo, que ninguém imaginaria que se tornaria tão popular como nos dias de hoje.

 
Raymond Scott
 
O compositor e produtor norte-americano teve que inventar o seu próprio instrumento eletrônico para fazer a sua música. Nascido em 1908, no Brooklin (NY), Raymond Scott estudou música em Juilliard e fez um curso técnico de eletrônica na Escola do Brooklin. Se aventurando como engenheiro de áudio, inventou os instrumentos eletrônicos Clavivox e Electronium, além de ele alegar ter criado o sequencer polifônico. Suas composições eram consideradas futurísticas, na época. E eles estavam certos, esse realmente era o futuro da música.
  
 
 

Jean-Jacques Perrey

Nascido em 1929, o produtor francês pioneiro da música eletrônica abandou a faculdade de medicina para viajar pela Europa demonstrando um ancestral do sintetizador moderno. Logo conheceu Robert Moog, e foi um dos primeiros a usar o revolucionário instrumento. Ele compôs uma série de faixas no Moog, inclusive obras que foram utilizadas em comerciais e shows de televisão.

 

 

Stockhausen

 

Karlheinz Stockhausen é um dos mais antigos experimentalistas da música eletrônica. Um dos primeiros a fazerem música com “barulhinhos”. Considerado um dos maiores compositores do século XX, ele ficou conhecido não só pelo eletrônico, mas por seu trabalho revolucionário no serialismo (método de composição que utiliza uma série de valores para manipular diferentes elementos na música), música aleatória e espacialização (que utiliza-se da localização do som no espaço como elemento da composição).

Nascido em 1928 (faleceu em 2007), na Alemanha, Karlheinz Stockhausen ainda encarava a música eletrônica como experimentalismo clássico. Seu trabalho influenciou não só os produtores de eletrônico das primeiras gerações, como Plank, Klaus Schulze, Raymond Scott e outros, como serviu de inspiração para músicos de jazz, pop e experimental.

   



  

Conny Plank

Ele era o homem por trás da produção de ninguém menos do que Kraftwerk. Sem Conny Plank, o techno provavelmente não existiria. O engenheiro de som alemão também se destacou como músico tocando teclados em grupos como Guru Guru, Cluster e Os Mundi. Ele ainda teve um projeto em parceria com Dieter Moebius e lançou cinco discos sob a alcunha Moebius & Plank.

Plank foi um dos primeiros produtores europeus a utilizar a gravação multi-tracking para criar efeitos dramáticos na produção. Fazia combinações radicais de ecos e reverberações, com mixagens e equalizações diferenciadas que influenciaram a música eletrônica dos dias de hoje. Ao lado do mestre do dub, Lee ‘Scratch’ Perry foi um dos primeiros produtores a encararem os equipamentos de estúdio como instrumentos musicais.

Conny Plak produziu alguns dos maiores discos do krautrock e eletrônico alemão dos anos 70, como Kraftwerk (“Kraftwerk”, “Kraftwerk 2”, “Ralf und Florian”, “Autobahn”, e o álbum precursor “Tone Float”), Neu! (todos), Cluster, Harmonia, Night Sun, Ash Ra Tempel, Holger Czukay (Can), e Guru Guru. Também trabalhou com grandes nomes da música pop, como David Bowie e Brian Eno que o procuraram para renovarem suas sonoridades.

 



 

 

Giorgio Moroder

O primeiro a introduzir o eletrônico no formato pop, o italiano impulsionou o movimento disco com sua música grooveada. Ele está por traz da produção do mega-sucesso ‘I Feel Love’ de Donna Summer. Giorgio Moroder também trabalhou com nomes como David Bowie, Irene Cara, Madleen Kane, Melissa Manchester, Blondie, Japan e France Joli. Foi ele quem fez a música eletrônica virar dance.

  

 





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