Nem todo o DJ/produtor conversa sobre tecnologia, setup, e mostra - mesmo depois de 20 anos dedicados a música electrônica – tamanho entusiasmo atualzação e dinamismo. Neste ponto, Lars Sandberg a.k.a FUNK D´VOID vai muito bem. Sempre buscado novos meios de propagar sua música, o produtor contou como tem ido sua carreira, falou entusiasticamente sobre tecnologia, e ainda adiantou o que vem por aí.
Lars é também dono do reconhecido selo Soma Records, que conta com colaboradores como Slam, Silicone Soul e Deepchord. Recentemente, lançou um novo selo, o “Outpost”. Confira abaixo o bate-papo feito pelo time do Rio Music Conference com o artista.
Catarina Liarth: Você também assina como François Dubois (um de seus pseudônimos). Qual q diferença entre suas produções como Lars Sanderberg, Funk D´Void e François Dubois? Poderia nos contar?
Funk D´Void: Meus lançamentos sob o pseudônimo, François Dubois, libera um lado mais soulful meu. Eu sempre estive mais para o próprio underground house, e usar este “nome” tem me dado a liberdade de fazer isso. Fiquei, prazeirosamente, surpreso com as reações positivas que todas as faixas tem recebido com o passar dos anos, e espero continuar lançando tracks sob este apelido.
CL: Eu li uma entevista antiga em que você disse que suas produções tem um som diferente/aspectos de construção entre seus pseudônimos. Isso é verdadeiro, ou você prefere fazer “tudo em um” (all-in-one) com eles?
Funk D´Void: Eu agora tenho uma ética de trabalho similar entre os pseudônimos, já que vendi todo o meu estúdio analógico para seguir com um 100% digital – esta foi uma grande decisão para mim, mas meu som agora está mais dinâmico por causa disso. Eu ainda acho que estou aprendendo depois de 20 anos de produção, então curto deixar um “approach” fresco e moderno para me manter atualizado com as últimas técnicas, que estão evoluindo bem mais rápido agora.
CL: Uma pergunta rápida: Qual é o seu setup atual? Você tem aquele “setup dos sonhos” (para uma apresentação)?
Funk D´Void: Eu costumo usar o Traktor para “discotecar”, mas recentemente tenho apreciado usar o Rekordbox em conjunto com decks Pioneer CDJ2000. Enatão, às vezes é incrível aparecer no clube apenas com 2 pen drives (USB sticks) e estar pronto para tocar. O set up de meu estúdio é fácil – eu não tenho mais um, estou completamente livre das constrições de muitos equipamentos – 100% móvel/ portátil.
CL: É muito comum, DJs que usam DVS (Digital Vinyl System) em suas apresentações. O que você acha disso? Como as tecnologias afetaram sua forma de tocar, se é que afetou, é claro? Você é um entusiasta de novas tecnologias em um DJ set/ apresentação?
Funk D´Void: Estou, agora, completamente por trás da revolução. Não sou fã de nostalgia em relação a equipamentos. Se vai adicionar ao meu resultado final, então sou todo a favor. Eu uso tudo! Ainda gosto do controle de mixar com vinis, DJs que sincronizam podem soar muito batidos (obsoletos) para mim. Sou grande fã do desprendido e funky.
CL: E sobre seus futuros lançamentos? Podemos aguardar algo novo até o final deste ano?
Funk D´Void: Bem, estamos com um GRANDE relançamento do “Diabla” para este mês com remixes de Christian Smith e Wehbba, Joash e um espetacular drum and bass remix de Metrik. E mais: meu mais recente selo, “Outpost,” terá ainda um álbum meu (eu o iniciei no verão passado) para ser lançado. Meu novo LP será finalizado no inverno, e será chamado, “Weird Nostalgia.” Já se passaram 8 anos desde meu último LP.